O correr e suas nuances" ( ou "A corrida e suas nuances" ) é uma obra criada e escrita por Pompeo M. Bonini: Projetada e idealizada para interagir ideologicamente e conceitualmente com todos os outros livros que escrevi. Nesta interação descobrimos os aspectos holísticos que são as novas nuances da vida... Basta clicar à esquerda nos capítulos ( hiperlinks ) descritos que você segue a tragetória que segui em épocas de treinos árduos ora com metas de competir, ora com metas de deleitar-me com o ato de correr e sentir a natureza. Em trilhas sinuosas pelas matas de lugares longíncuos ou perpassando o asfalto da cidade, seja fartlek ou longão correr é correr e quando passa a fazer parte de nosso estilo de vida provoca alterações em nosso modo de pensar e sentir a vida por alterar ou amplificar determinadas sensações e pensamentos que provêm de quê? Essa é a meta desta obra: buscar o cerne da verdade! Não deixe de fazer seus comentários ao final de cada capítulo, isto contrinuirá para nossas efusivas, enfáticas e complexas reflexões!

2.3.09

Cap. 39 - CAPÍTULO DAS APRENDIZAGENS

Cap. 39 - CAPÍTULO DAS APRENDIZAGENS
Surge então das catacumbas do silêncio a idéia em estado primitivo.

Todo processo de pensamento repercute numa abstração, o que representa algo a mais que o raciocínio, um nível acima, um processo libertário. Esta abstração é transmitida à outrem, o modo como as pessoas movem as sobrancelhas é a abstração de um processo de pensamento, mesmo que ela não o saiba ou não esteja no intuito de transmiti-lo, pode portanto ser transmitido inconscientemente. Num jogo de baralho pode-se combinar códigos numa dupla, estes códigos transmitidos como sinais não deixam de ser abstração de idéias, a linguagem é uma abstração de idéias. A própria corrida também é abstração de idéias já que fazendo uma análise no modo como uma pessoa corre podemos supor que estado psíquico ela está, mesmo que ela fale que não está assim, pois como dito o processo pode ser inconsciente: se corre batendo o pé com força, olhando para baixo, para cima, para o que chama a atenção, para o nada, com braços caídos, afastados, com coluna arqueada, boa postura, etc... Levando em consideração tudo o que foi dito faremos a seguinte consideração: Como seriam as idéias em sua maneira mais abstrata e primitiva? Sem a necessidade da ferramenta que a transporta. ( linguagem, sinais, corrida. )
Sim! Sim! Tudo é suscetível à interpretação, não é dito que o mais importante é a intenção? Intenção representa essência, no entanto existem essências que requerem determinados parâmetros para que sejam interpretadas de maneira correta e quase absoluta ( absoluta nunca! )
É isto! O processo da abstração inicia-se quando grandes textos transformam-se em frases, e logo em escassas palavras, os que seguiram o processo as entenderão, enquanto outros julgarão essas palavras loucura desproporcionalmente sem nexo. O processo continua até que tudo retumbe num silêncio mortal . Surge então das catacumbas do silêncio a idéia em estado primitivo, que é ao mesmo tempo a descoberta da essência.
A chave agora meus amigos está em suas mãos! Pode agora abrir a cela e sair da masmorra, saia correndo e ouça o silêncio da realidade.
ESSÊNCIA – REALIDADE – PIMITIVISMO – SILÊNCIO = LIBERDADE

A -Sobre a novidade
Pois então a novidade! A novidade representa tudo aquilo que não fazemos comumente, por isto existe estranheza naquilo que é novo: Um novo serviço, um novo hábito, um novo esporte, um novo livro, uma nova vontade, uma nova idéia, modo de pensar, questionar, refletir, dialogar. Das árvores mudamos para cavernas, insatisfeitos criamos projetos e realidades de barracas, casas, prédios, hotéis, aparte hotéis e finalmente os magníficos flats para morar confortavelmente. Quê é isto senão a mudança? Tudo é de descomunal dificuldade, entretanto, por ordem do acaso ou da necessidade de sobrevivência, a humanidade é adaptável ao novo. Não é portanto digno apresentarmos subterfúgios à nossa própria consciência no intuito de continuarmos em nossa letárgica modorra: experimentemos, portanto, novos horizontes.
É por isto que muitos repudiam novas idéias, julgando não ser-lhes viável, são sim obtusas luzes ou sombras jamais experimentadas antes.
Grandes sábios não foram entendidos em seus tempos. A humanidade tem medo da transformação, foge dela lutando com unhas e dentes, sim, como se fugisse da morte! É evidente que falta a coragem do arriscar. Quem não se arrisca a correr nas sendas desta floresta, não verá por certo as magníficas nuances de uma bela cadeia de montanhas magistralmente posicionadas, como se um artista mor houvesse previsto as virtudes de sua arte.
A novidade após consolidada exige uma nova aprendizagem de conduta e valores, o que constitui uma mudança intrínseca. Transformar hábitos já incrustados nas mais sólidas de nossas essências é algo tão difícil quanto emergir à luz após intensos anos de escuridão: os olhos nada enxergam após muitos dias, até acostumarem-se à claridade de um novo conhecer, e ainda assim continua a ser dificultoso usar os olhos. Pois do mesmo modo uma mudança exige insistência e aprendizagem, não é fácil sair de um treinamento de corridas de dez quilômetros e começar a treinar para maratona, tampouco de 5.000 mts. Passar para triathlon. Toda mudança exige grande dispêndio de energia, o comodismo deve se esvair. Certa vez um atleta Iron Man ( Porventura chamado Paulo ) disse-me que o ideal de um atleta é participar de todos os tipos de competição até que encontre o que mais se adequa à ele, ou seja: não é o atleta que escolhe a competição, mas sim a competição que escolhe o atleta, e para isto respectivamente haja experimentação para que se encontre a prova ideal, onde o sujeito melhor se adapta fisiologicamente e mentalmente. Para se experimentar a maior quantidade de tipos de prova deve-se ser um verdadeiro mutante, sempre disposto a experimentar sensações físicas diferente e treinos diversos. Isto indica que um dos fatores que constrói os alicerces de um bom atleta é o próprio encontro da prova ideal à ele, isto exige ( até que se deflagre este encontro ) constantes mudanças, saímos então da situação de comodismo com treinos iguais, monótonos e repetitivos durante toda uma carreira.
Aprender, mas que palavra mais instigante... Tão importante quanto a própria vida, é de supra leviandade esquecer ou destituir esta palavra de nosso vocabulário cotidiano, uma invejável conduta seria aprender por toda uma vida, justo como diz o ditado: Vivendo e aprendendo. Aprender para mudar ou mudar para aprender? Eis uma curiosa pergunta... A ordem destes fatores em si não é de tamanha importância a ser discutida, mas sim a irrefutável dignidade destas duas palavras, sim: é se necessário aprender e de igual maneira mudar, pois de nada adianta apenas mudar sem aprender, pois o aprender fornece-nos sólidas bases a continuar no que foi inovado.

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